Onde está a evolução?
Não existe nenhuma igual a ela, a menina de olhos cinzas. Seus olhos tão atormentados, inseguros e cansados eram como uma chave para o calabouço de seu coração. Mas ela tinha um dos medos mais estúpidos já imaginados, ela tinha medo de viver.
Ouvia os arredores, todos pronunciavam seu nome para dizer ofensas e mentiras. Ninguém sabia de fato sobre ela, apenas deduziam. A menina, coitada, tinha medo deles, de suas palavras afiadas que a feriram tanto, mais que qualquer faca poderia fazer.
Ela estava morrendo de medo de se arriscar, mas aquele dia ia ser diferente, e enquanto a música tocava em batida alta no baile. Ela apertou seus olhos e suspirou caminhando para centro. E então começou a dançar. Não se importou com os outros olhando e a encarando. E ela se movimentava tão alegremente que um sorriso saiu em seu rosto. Naquele momento seus pés não tocavam no chão, tinha saído de seu casulo e se libertado de suas correntes, ela estava ultrapassando as suas próprias fronteiras.